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O que é Tantra?

Tantra é a “Expansão da Consciência”.

O termo tem sua origem nas palavras TANOTI (expansão) e TRAYATI (consciência).
Logo, Tantra nada mais é do que “Expansão da Consciência”.
No entanto, por mais que esse termo possa parecer apurado e sofisticado, o que o Tantra oferece é um modo muito simples de Vida. E a partir dessa simplicidade a grandeza é revelada. Complexo? Garanto que não!
Vamos voltar um pouquinho no tempo…
Na década de 1920, arqueólogos encontraram no vale do rio Indo os restos de duas grandes cidades que chamaram de Mohenjo-Daro e Harapa, onde atualmente temos o Paquistão e Índia. Acreditaram tratar-se de vestígios da primeira grande civilização indiana: os drávidas. Os registros datam de uma civilização de mais de 5.000 anos.
De natureza rural e tendo seus princípios fundamentados em uma visão de mundo estabelecida a partir da relação com a Grande Mãe Natureza: por isso a sacralização dos rios, lagos (água como elemento vital para a sobrevivência), montanhas e astros celestiais, plantas e árvores. Mahadevi – a grande mãe – com seios enormes seria a representação básica desses povos: A Grande Deusa, senhora da vida e da morte. Nesta civilização destacam-se imagens femininas de grandes seios e umbigo acentuado que remetem à maternidade e à fertilidade.
Nascidos de uma visão matriarcal da existência, os mitos dessa sociedade não seriam figuras ligadas à violência ou à guerra. O mito principal era a Grande Mãe representando a mãe natureza fértil e amorosa.
Essa é a raiz básica do Tantra: relação direta e intensa com as forças vitais presentes no mundo natural e uma visão sensível e amorosa do mundo, pelo seu cunho essencialmente matriarcal dessa civilização.
O dualismo Shiva/Shakti é a primeira das grandes premissas do Tantra, segundo o qual, é a união das forças passiva e ativa que rege o universo, e num entrelaçamento de suas correntes energéticas, realiza a vida como manifestação em si mesma. Para o Tantra, sem essa união não há criação. Essa fricção entre os dois princípios, manifesta-se como relacionamento da consciência com a matéria, do intelecto com a emoção, do masculino com o feminino.
De acordo com o tantrismo, Shiva, a experiência (masculino – passiva) e Shakti, a força (feminino – ativa) estão em constante atividade e relacionamento e, é dessa interação e do seu estudo, que os mestres do pensamento hindu estabeleceram as regras (rituais) tântricas que acabaram sendo conhecidas como o Maithuna, relação sexual com as características da relação ou junção de Shiva e Shakti. Essa relação está baseada na sensorialidade.
Tantra é uma filosofia matriarcal, pois a maioria das sociedades primitivas não-guerreiras tinham estas características. Todas as sociedades nas quais a cultura não era centrada na
guerra, valorizava a mulher e até a divinizava, pois ela era capaz de um milagre que o homem
não compreendia nem conseguia reproduzir: ela dava a vida a outros seres humanos. gerava o
próprio homem. Mais: através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Por isso, no Tantra, a mulher é reverenciada como deusa.
Dessa qualidade matriarcal desdobram-se as outras duas características. A mãe dá à luz pelo seu ventre, alimenta o filho com o seu seio: isto é sensorial. Não poderia ser contra a valorização do corpo, não poderia ser anti-sensorial. Da qualidade desrepressora, o impulso pelo prazer não é reprimido como acontece em outras linhas comportamentais. Pelo contrário: o Tantra considera o prazer um caminho importante na conquista do desenvolvimento interior.

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“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Carl Jung

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