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Neo-Tantra e Osho

Neo-Tantra e Osho

O Tantra é vasto. Está na moda. Tem ligação com a sexualidade – o que é um tabu construído a partir do domínio patriarcal. E a partir do que é tabu, várias distorções podem ser concebidas.

O sexo é uma realidade, é uma necessidade humana. Somos moldados, fisiologicamente, pra isso. E além do aspecto físico, também é nossa Energia Vital. A partir desta energia é que somos gerados. No entanto, crescemos com o condicionamento que o sexo é algo errado, pecaminoso e que deve ser escondido e evitado.

Osho, nascido na Índia em 1931, iniciou um movimento que preconizava o
desenvolvimento do ser humano. Ele se auto denominava “um místico espiritualmente incorreto”, pregando a busca da liberdade através da meditação, a conquista da espiritualidade sem ter de se comprometer com antigas crenças.

No entanto, a “meditação” com os métodos desenvolvidos há séculos pelos orientais, não surtiria efeito no homem moderno e num mundo extremamente consumista e dinâmico. Seria preciso algo mais agressivo para nos tirar do estado “vicioso” em que estamos. Para isso, Osho desenvolveu técnicas ativas, como a meditação dinâmica, e reformulou outras.

Técnicas ativas começam no corpo. E pelo corpo, transcendemos. Osho também traz a ideia do Orgasmo como a energia mais poderosa do ser humano.

Ele diz: “Devido a três elementos básicos no sexo, você chega a um momento de plenitude. Estes três são: primeiro: a ausência do tempo. Você transcende o tempo completamente, não existe o tempo; você se esquece dele completamente, ele cessa para você. Não que o tempo cesse: ele cessa para você, você não está nele. Não existe passado nem futuro. Neste mesmo momento, aqui e agora, toda a existência está concentrada. Este momento se torna o único momento real.  Segundo: no sexo, pela primeira vez você perde o seu ego, fica sem ego. Por isto, todos aqueles que são muito egotistas sempre são contra o sexo, pois no sexo eles
precisam perder os seus egos. Você não está ali e nem o outro. Você e o ser amado, ambos estão perdidos em algo mais. Uma nova realidade se desdobra, uma nova unidade surge na existência, na qual o velho dois é perdido — completamente perdido. O ego fica com medo; você não está mais ali. E terceiro: no sexo você é natural pela primeira vez. O irreal é perdido; a fachada e a face são perdidas; a sociedade, a cultura e a civilização são perdidas. Você é uma parte da natureza — como as árvores, os animais e as estrelas. Você é uma parte da natureza! Você está em algo maior — o cosmos, o Tao. Você está flutuando nele, e não pode nem mesmo nadar nele; você não está ali. Você está apenas flutuando, você é levado pela corrente. Essas três coisas lhe dão o êxtase. O sexo é apenas uma situação na qual isso acontece naturalmente. Uma vez que você conheça e possa sentir esses elementos, você poderá criá-los independentes do sexo. Todas as meditações são essencialmente a experiência do sexo sem o sexo. Mas você precisa passar por ele, ele deve se tornar uma parte de sua experiência — não conceitos, ideais ou pensamentos.”

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“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Carl Jung

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